Johannesburgo - A Fifa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciarão nesta quinta-feira que a Copa do Mundo de 2014 começa agora. A Embratur lançará uma campanha de promoção do Brasil no exterior e o governo promete amplos investimentos. O governo já fez seus cálculos: a Copa vai trazer ao País 600 mil torcedores estrangeiros e movimentará 3 milhões de brasileiros pelas sedes do Mundial.
Mas, nos bastidores, a Fifa alerta que essas metas não serão atingidas se o Brasil não aprender com os erros da África do Sul. Há 24 anos a Fifa não realizava uma Copa num país em desenvolvimento. A última vez, no México em 1986, o Mundial tinha proporções diferentes.
Publicamente, a entidade fez amplos elogios aos organizadores sul-africanos. Mas o presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a temer pela credibilidade do evento e até por um questionamento em relação à Fifa.
Graves erros de organização, transporte falho, sedes despreparadas, greves e um fiasco na venda de entradas farão parte de uma revisão que a Fifa promete realizar para estabelecer os parâmetros do evento no Brasil.
A primeira grande mudança será na forma de atrair estrangeiros e evitar o fiasco de turistas que foi a Copa do Mundo de 2010. Menos de 300 mil pessoas viajaram à África do Sul, contra 2 milhões na Copa de 2006. O Brasil acredita que atrairá 600 mil estrangeiros.
Para isso, a Fifa promete uma mudança radical na forma de venda de ingressos no exterior e de pacotes para a Copa de 2014. A entidade foi obrigada a cortar os preços das entradas para garantir pelo menos que o vexame de estádios vazios não fosse generalizado. Nem assim conseguiu.
Para 2014, a Fifa já planeja facilitar a venda de ingressos no Brasil. No exterior, os pontos de vendas serão multiplicados. Para garantir a chegada de estrangeiros, a Fifa trabalhará com agências e companhias áreas para garantir um maior número de voos. O ministro do Turismo, Luis Barreto, também promete medidas para ajudar na atração de ''turistas-torcedores''. Entre as medidas estão recursos para a modernização de aeroportos e a abertura de novas rotas aéreas entre o Brasil e Europa. Dentro do país, o volume de voos entre cidades sedes terá de ser incrementado.

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