Fifa faz reunião com governo
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segunda-feira, 07 de maio de 2012
Agência Estado 
Zurique - O governo brasileiro suspeita que a Fifa esteja usando critérios técnicos e supostas exigências tecnológicas com o objetivo de empurrar ao País produtos de seus parceiros comerciais nas obras para a Copa do Mundo de 2014. Técnicos do governo já foram instruídos a ficarem atentos às imposições da Fifa, na tentativa de evitar que o Brasil sirva como mercado para produtos e serviços que são comercializados por empresas que têm contratos com a entidade. Mas o temor é de que, mesmo sem saber, isso já esteja ocorrendo.
Nesta terça-feira, uma delegação brasileira estará na sede da Fifa, na Suíça, para tentar convencer a entidade que está em dia com as obras para o Mundial de 2014, enterrar de vez a polêmica do ''chute no traseiro'' criada pelo secretário-geral Jérôme Valcke e dar provas de que, mesmo com o cronograma apertado, os prazos para conclusão de estádios como Maracanã, Salvador e Recife, visando à Copa das Confederações de 2013, serão respeitados.
Será a primeira vez que o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ficará frente a frente com Valcke, considerado persona non grata pelo governo brasileiro por causa de seus comentários sobre as obras no País.
Na esperança de dar uma imagem de que uma nova fase se abre, a Fifa vai organizar uma coletiva de imprensa com sua cúpula, para tentar mostrar o fim da crise. ''Estamos num processo de restabelecer a colaboração'', declarou Rebelo.
Apesar de publicamente decretar a paz, a tensão continua. O governo brasileiro já foi alertado até pelos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres de que empurrar produtos de patrocinadores foi algo que os ingleses tiveram de frear, no caso do Comitê Olímpico Internacional (COI). Eles sugeriram que o Brasil redobre a vigilância com a Fifa.


