Fifa faz nova campanha contra a discriminação
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sexta-feira, 04 de julho de 2014
Raphael Ramos<br>Agência Estado 
Rio - A Fifa iniciou ontem uma nova campanha contra a discriminação. Antes da partida entre França e Alemanha, no estádio do Maracanã, no Rio, pelas quartas de final da Copa do Mundo, os capitães Hugo Lloris e Phillip Lahm leram no centro do gramado, em francês e alemão, respectivamente, um texto condenando qualquer tipo de preconceito. Pelo sistema do som do estádio a mensagem foi transmitida em português.
O texto dizia: "Rejeitamos qualquer tipo de discriminação de raça, orientação sexual, origem ou religião. Através do poder do futebol, podemos ajudar e livrar o nosso esporte e a nossa sociedade do racismo. Assumimos o compromisso de perseguir esse objetivo e contamos com você para nos ajudar nesta luta".
Após a execução dos hinos, os 22 jogadores e o trio de arbitragem posaram para os cinegrafistas e fotógrafos com uma faixa onde se lia "Say no to racism" (Diga não ao racismo).
A Fifa também lançou uma campanha convidando jogadores e torcedores a publicarem a mensagem #DigaNãoAoRacismo através de selfies nas redes sociais. Algumas fotos com a mensagem foram sorteadas e exibidas nos telões do Maracanã.
O mesmo aconteceu mais tarde, na Arena Castelão, em Fortaleza, na partida entre Brasil e Colômbia. Os capitães Thiago Silva e Mario Yepes leram a mensagem no centro do gramado em português e espanhol, respectivamente. E isso será realizado neste sábado nas partidas Argentina x Bélgica, em Brasília, e Holanda x Costa Rica, em Salvador.
Em entrevista ao site da Fifa publicada na última quinta, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, reforçou a necessidade de erradicar o racismo e todas as formas de discriminação no futebol. "O objetivo é usar a plataforma dos grandes eventos do futebol para mandar um sinal claro a milhões de pessoas ao redor do mundo que acompanham o evento para que elas participem da luta contra todas as formas de discriminação. Por conta do impacto, especialmente por meio da influência dos jogadores sobre as gerações mais novas, o futebol pode desempenhar um papel importante nesta busca", disse.


