Agência Estado
A Fifa enviou um comunicado à CBF, exigindo que o Brasil participe da Copa das Confederações, a partir do dia 24, no México, com sua equipe principal, o que acabou criando um grande problema para a seleção. Essa decisão forçou o técnico Wanderley Luxemburgo a mudar todos os seus planos e causou desconforto em vários jogadores que estão participando da Copa América, principalmente aqueles que jogam em times europeus. Em vez de alguns dias de férias, eles, contrariados, devem ter que jogar dois torneios consecutivos, ficando 50 dias a serviço da CBF.
Luxemburgo pretendia usar na Copa das Confederações uma equipe sub-23, apenas com atletas com idade para disputar o Pré-Olímpico, a partir de janeiro, no Brasil. ‘‘Quando recebi a informação de que a Fifa queria que o Brasil participasse da competição com seu time A, decidi adiar a convocação para a Copa das Confederações para sábado ou segunda; agora, preciso pensar bastante’’, justificou ele.
A viagem da seleção para o México está prevista para o dia 19, no dia seguinte da disputa do título da Copa América. Se chegar à decisão, o Brasil teria apenas cinco dias de preparação antes da estréia na Copa das Confederações, contra a Alemanha, em Guadalajara.
Quem não está gostando nada dessa história são os jogadores mais experientes que participam da Copa América e desejavam alguns dias de folga. ‘‘Venho de quatro anos sem férias, estou cansado e acho que não estaria bem condicionado para a Copa América; não vou recusar uma convocação mas seria bom se pudesse descansar’’, disse o lateral Roberto Carlos. ‘‘Tive uma temporada difícil na Europa, com duas contusões musculares, e esta Copa América também está muito acirrada’’, disse Émerson. ‘‘A gente ficaria quase 60 dias longe de casa e eu perderia a pré-temporada da Roma’’, lamentou Cafu.

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