Fifa deve fazer Seleção viajar pelo País
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Zurique - Os estádios de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza poderão receber a seleção brasileira nos jogos da Copa de 2014. A decisão da CBF e da Fifa é de colocar o time do Brasil para jogar em locais com capacidade para pelo menos 60 mil pessoas e fazê-lo viajar pelo País. Com esses parâmetros iniciais, a entidade começou traçar nesta segunda-feira, em Zurique, na Suíça, o desenho definitivo do calendário do Mundial.
O projeto brasileiro segue mais um calendário político que um interesse de preparação para a seleção. Na Copa da Alemanha, em 2006, o time da casa atuou em apenas três cidades e, mesmo assim, em um país de dimensões bem menores do que o Brasil. Quatro anos depois, a anfitriã África do Sul também limitaria seus jogos a três cidades, duas das quais estavam a apenas 50 quilômetros de distância - Pretória e Johannesburgo.
No caso de 2014, os palcos dos jogos do Brasil serão definidos também por aspectos políticos, numa barganha entre organizadores e governadores. Além de confirmar que a abertura do Mundial deve mesmo ocorrer em São Paulo, com um jogo da seleção brasileira, a Fifa teria ficado ''impressionada'' com o andamento das obras de estádios em Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte - a capital mineira ainda ganhou pontos com os organizadores ao mostrar que irá construir 16 novos hotéis.
Apesar de concentrar a seleção brasileira nessas cinco cidades, a decisão é ainda a de manter pelo menos quatro jogos em cada uma das 12 sedes da Copa. Isso significará que mesmo Cuiabá ou Manaus terão quatro partidas, ainda que sejam apenas de primeira fase da competição.
Prévia
Já sobre a Copa das Confederações de 2013, o calendário é outro. São Paulo já está fora, pois o Itaquerão não ficará pronto a tempo. Natal, Cuiabá e Manaus também não devem participar. Assim, Brasília ou Belo Horizonte podem ficar com a abertura do torneio, como uma espécie de prêmio de consolação por não abrir o Mundial de 2014. A dúvida fica por conta das duas cidades do Sul, que, diante dos atrasos, correm agora o risco de também serem eliminadas.


