Fifa descarta cancelar torneio, mas pede mais segurança
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Agência Estado 
Rio - A Fifa exige mais segurança para garantir a manutenção da Copa das Confederações e, nos bastidores, alerta que o jogo deste sábado entre Brasil e Itália, em Salvador, será o "teste de fogo" para evitar que o torneio não tenha de ir para outro país e que possa, na prática, sobreviver.
Nesta sexta-feira, o governo garantiu à entidade que o policiamento será incrementado em 30%. Mas um dos cenários temidos pela Fifa é o ataque ou um atentado dirigido a membros da entidade ou para alguma seleção. Nesse caso, a entidade acionaria um plano B: realizar os jogos semifinais em outro país.
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foi contundente. "Pedimos a segurança que nós precisamos para ver o torneio ir até o final", afirmou, após se reunir em encontro de emergência com membros do Comitê Executivo da Fifa e da CBF, entre eles, o vice-presidente Marco Polo Del Nero. "O resumo da reunião é que é necessário reforço de segurança. O que nós queremos é que o governo dê segurança para as delegações", disse Del Nero.
Segundo ele, a situação é preocupante. "Lógico que estamos preocupados e certamente o governo vai dar essa segurança", disse, insistindo que a competição irá continuar. "A segurança já estamos dando. Só temos de aumentar o efetivo", declarou. "Não podemos ter nenhuma mácula de um ataque a uma delegação ou uma coisa assim, que seria desastroso para todos nós".
O governo federal admitiu estar preocupado com a possibilidade de que os protestos que se alastram pelo País atinjam diretamente a realização da Copa das Confederações. O temor é real de que os ataques a prédios públicos e privados sejam direcionados à Fifa e às delegações das seleções que disputam a competição.
Dirigentes da entidade diariamente cobram ações. Em resposta ao inesperado cenário, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) vai aumentar em pelo menos 30% o efetivo policial que opera dentro e no entorno dos estádios das seis cidades-sede do torneio. De acordo com a Sesge, a intensidade e a dimensão que os protestos tomaram não eram previstos pelo plano de segurança montado para a Copa das Confederações. "A possibilidade de manifestações populares era hipótese remota", admitiu.


