Fifa agiliza investigação sobre suborno
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Agência Estado 
Zurique - A Fifa anunciou ontem que quer a investigação da denúncia de tentativa de suborno durante a Copa do Mundo da África do Sul finalizada antes do início da competição. Em uma conversa telefônica gravada pelo tabloide The Mail, o ex-presidente da Associação Inglesa de Futebol, David Triesman, afirmou que a Espanha planejava comprar árbitros do Mundial com o auxílio da Rússia.
Para que a Copa do Mundo inicie sem nenhuma suspeita, a Fifa quer agilizar as investigações realizadas pela Comissão de Ética da entidade. ''Queremos ter um relatório final antes do Mundial'', disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que classificou as declarações de David Triesman como ''acusações insanas''.
Valcke não explicou como será feita a apuração da denúncia. ''Estamos esperando por um comunicado. O Comitê de Ética é que decidirá quem irá escutar ou citar'', disse o dirigente.
A candidatura da Inglaterra corre o risco de ser punida por ter violado o regulamento da Fifa, que proíbe críticas de um aspirante a sede de uma Copa do Mundo a um outro candidato. Após a sua acusação, David Triesman renunciou da presidência da Associação Inglesa de Futebol.
Inglaterra e Rússia são candidatas a sediar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022 juntamente com Espanha-Portugal, Holanda-Bélgica, Estados Unidos e Austrália. Japão, Catar e Coreia do Sul querem organizar o Mundial somente em 2022. A Fifa anunciará no dia 2 de dezembro qual será o país-sede do Mundial de 2018.


