Fifa admite usar tecnologia para ajudar a arbitragem
Rio, 04 (AE) - A Fifa voltou atrás numa opinião antiga do seu ex-presidente, João Havelange, e já admite usar a tecnologia para ajudar os árbitros de futebol a esclarecer lances polêmicos durante o jogo. A Fifa encaminhou à International Board duas propostas de mudanças das regras na abirtragem e uma delas prevê o uso da TV para dirimir dúvidas sobre bolas que tenham ultrapassado ou não a linha do gol.
A proposta ainda depende de aprovação da International Board. A Fifa só faz concessão a um tipo de lance: gol duvidoso. Duas câmeras instaladas junto das balizas esclareceriam as jogadas. Em relação a faltas e pênaltis, a autonomia continua a ser do árbitro. Outra proposta é a inclusão de dois juízes, cada um responsável pela marcação de infrações numa metade do campo.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, anunciou as novidades em entrevista na sede da entidade, no Rio. Teixeira não esclareceu o prejuízo de R$ 15 milhões da CBF em 1998. O dirigente irritou-se e negou-se a responder mais de duas perguntas sobre o assunto.
Teixeira se contradisse em relação à premiação paga pela Fifa na Copa do Mundo: semana passada, disse para a Agência Estado que a CBF recebeu R$ 4,5 milhões, ou 6,3 milhões de francos suíços. Mas, na prestação de contas, só entraram R$ 3,4 milhões nos cofres da CBF. Pelo câmbio de dezembro, época da prestação, 6,3 milhões de francos equivaleriam a R$ 5,5 milhões.
A Fifa, através do secretário de imprensa Andreas Herren, disse que a Fifa pagou 7 milhões de francos suíços ao Brasil, vice-campeão, e à França, vencedora da Copa (1 milhão por jogo).
Hoje, Teixeira admitiu que parte do valor ainda não foi depositado, porque a Fifa ainda não fechou o balanço sobre a Copa. Mas ele não confirmou que o restante entrará nos cofres da CBF. "Pode ser um crédito ou não, dependendo do balanço que farão sobre ingressos e outras despesas."
Teixeira também não esclareceu o que são os R$ 5.138.627,92 gastos como "auxílios eventuais." "Outra pergunta", esquivou-se, ao lhe indagarem sobre o número. Ele não quis comentar os R$ 2.233.558,80 pagos em "serviços de terceiros", nem o valor recebido com as transmissões de TV e a venda de placas de publicidade nos amistosos da seleção, abaixo do valor de mercado.
A CBF diz ter recebido da Globo, SBT e Bandeirantes R$ 2,3 milhões por sete amistosos. Cada jogo valeu R$ 328 mil. O Flamengo recebeu por partida da Copa Mercosul, paga só pelo SBT, US$ 250 mil. A venda das placas no ano da Copa rendeu, segundo CBF e Traffic, empresa que as comercializa, R$ 250 mil. Só a venda de janeiro das placas do Maracanã, segundo a Suderj, rendeu R$ 369 mil.





