Fiel pede a saída de Passarella
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domingo, 08 de maio de 2005
Agência Estado 
A torcida corintiana foi em número maior ao Pacaembu, arriscou algum otimismo e tentou passar por cima da crise. A cada gol do São Paulo, tornou-se mais calada. As vaias, de início, não foram muitas, apenas moderadas, quando anunciado o nome do técnico Daniel Passarella. Na metade do segundo tempo, porém, explodiram de raiva. Alguns corintianos invadiram o campo e meio Pacaembu pediu, em coro, ''Passarella fora do Timão!'' Depois disso, o efetivo da Polícia Militar teve muito trabalho e montou uma barreira humana para evitar invasões.
''O Passarella vem mostrando que não serve para comandar um clube brasileiro, não sabe como as coisas funcionam aqui. Ele é o maior culpado das derrotas'', desabafou Rogério da Silva, de 23 anos, técnico em informática.
Os são-paulinos, mesmo em menor número, tomaram conta do estádio. Primeiro timidamente, mas depois de forma aberta, também arriscaram seu coro ao treinador rival: ''Fica, Passarella!''
O meia Roger chamou a responsabilidade para os jogadores. ''Vai ser preciso homens de honra e caráter'', afirmou o meia, ainda no gramado, após o jogo. ''A torcida está certa em criticar, em cobrar e xingar'', disse o meia.
No meio do segundo tempo, quando a torcida corintiana se revoltou e alguns invadiram o gramado, Roger abraçou um torcedor e, em seguida, se aproximou do alambrado e fez sinal para os torcedores se levantarem. ''Peguei o garoto para ninguém agredi-lo. Quis mostrar para a torcida que eu estava do lado deles''.


