Agência Estado/ANSA
De Havana, Cuba
Os casos de doping de três atletas cubanos nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg se transformaram, definitivamente, em uma questão de Estado. Ontem o presidente Fidel Castro anunciou pessoalmente os resultados negativos nos exames de contraprova pedidos por Cuba para os levantadores de peso William Vargas, Ronaldo Delgado e Modesto Sanchéz.
Os três foram acusados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) por uso de nandrolona e tiveram suas medalhas cassadas. Cuba, secretamente, enviou a urina dos três para laboratórios na Espanha e Portugal. E o resultado foi negativo, segundo o líder cubano, de 70 anos. ‘‘Houve fraude médica; uma tremenda vergonha’’, garantiu Fidel.
Fidel também saiu em defesa do campeão mundial de salto em altura, Javier Sotomayor, que teve sua medalha de ouro nos Jogos de Winnipeg confiscada após ter sido acusado por uso de cocaína. ‘‘A esposa, mãe e filhos de Sotomayor terão que carregar pelo resto da vida o estigma de viciado, consumidor de cocaína, como o qualificaram alguns de seus críticos’’, disse o líder cubano.
Segundo Fidel, ‘‘o mais intrigante no caso foi que lhe tiraram a medalha imputando-lhe o consumo de uma droga que, por sua presença volátil, não poderia ser confirmada por métodos científicos, o que provaria a fraude’’.

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