Fiat poderá intervir na Ferrari
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de abril de 1998
Livio Oricchio Agência Estado 
Arquivo FolhaFalta de resultados
da Ferrari
pode
derrubar
o presidente
do time
italiano
no meio
desta
temporada O furacão McLaren pode já estar deixando os seus rastros. O até então intocável presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, parece que irá perder o cargo. A notícia foi publicada ontem pelo jornal Tutto Sport, de Turim, cidade sede da Fiat, proprietária da Ferrari. O seu substituto seria o diretor da Juventus, clube de futebol também pertencente ao grupo Fiat, Antonio Giraudo. Ninguém da Ferrari, ontem, no autódromo de Buenos Aires, onde domingo será disputado o GP da Argentina, quis comentar o fato.
Montezemolo contou com o apoio da Fiat para contratar o piloto mais caro da história, Michael Schumacher, recebeu carta branca e milhões de dólares para reorganizar o Reparto Corse (divisão de corridas) e até o tempo solicitado para levar a Ferrari ao título lhe foi dado. Esta temporada é a que, nos planos de Montezemolo, todas as peças estão de acordo com sua programação. Schumacher deveria ser campeão.
A vantagem técnica da McLaren parece, contudo, que já fez a direção da Fiat enxergar que são grandes as possibilidades de ter de se estender por mais uma temporada o sonho do título. A edição de ontem do Tutto Sport publica que a mudança na presidência da Ferrari seria em junho e estaria relacionada a um eventual novo fracasso.
Alheio à importante notícia de alteração na direção da Ferrari, Schumacher praticou ontem em Buenos Aires o segundo esporte de que mais gosta: futebol. Como não deu para treinar com a seleção de Daniel Passarela, conforme pretendia, diminui um pouco suas ambições. Ele participou do treino dos juvenis do Racing de Avellaneda. Mas foi bem: marcou dois gols.
Quase não há mais ingressos para assistir ao GP da Argentina. Os treinos começam amanhã. E o motivo é bem típico dessa nação: a presença de um representante do país na competição. Não importa que o jovem Esteban Tuero, de 19 anos, realiza domingo sua terceira corrida na F-1, na modesta equipe Minardi. A última vez que os argentinos tiveram por quem torcer foi em 81, com Carlos Reutemann.


