‘‘Estamos envergonhados, pois perdemos de uma seleção inexpressiva, que não tem nenhuma tradição e não se preparou para a Copa América.’’ Essa é a frase que todos esperavam ouvir dos jogadores da seleção brasileira após a histórica derrota para Honduras, mas ela não existiu. Ninguém teve a coragem de se dizer envergonhado com o fracasso que tirou o Brasil da Copa América, torneio que não contou com a Argentina e foi pouco prestigiado por Paraguai, Uruguai, México e Chile. ‘‘Tenho vergonha de matar, de roubar. Trabalhamos e, por isso, não temos vergonha do que aconteceu’’, disse o atacante Guilherme, resumindo o pensamento dos companheiros.
Eles acreditam que o time se esforçou e não merece tantas críticas. O lateral-direito Belletti pediu à nação que não jogue toda a responsabilidade sobre esse time, mas divida a culpa pelo fiasco na Colômbia com jogadores e comissões técnicas de anos anteriores.
Apesar do discurso, os atletas ficaram arrasados. No vestiário do Estádio Palogrande, ainda em Manizales, muitos choraram. Ontem em Cali, a concentração parecia um enterro, afirmou um componente da delegação brasileira. Os jogadores já se preparam para uma recepção nada calorosa na manhã desta quarta-feira, em São Paulo e no Rio apesar do pequeno público que deve ir aos aeroportos do Rio e São Paulo. (A.E.)

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