São Paulo - A Fórmula 1 aniquilou as sextas-feiras. Em uma reunião ontem, em Londres, a comissão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) responsável pela categoria definiu um novo sistema de treinos para 2004 que, na prática, vai concentrar nos sábados e nos domingos as atividades de pista dos GPs.
Assim, a partir do GP da Austrália, primeira etapa do próximo Mundial, em março, as sextas-feiras terão apenas duas horas de treinos livres, divididas em duas sessões. As seis piores equipes no Mundial de Construtores do ano anterior Sauber, BAR, Jaguar, Toyota, Jordan e Minardi poderão usar três carros cada uma.
A carga de treinos cairá pela metade hoje, são quatro horas de carro na pista às sextas. O dia não terá nenhuma importância para a formação do grid. Para completar, a comissão aprovou também a limitação de um motor por carro por final de semana. Ou seja, as equipes pouparão ao máximo seus equipamentos, de olho no treino classificatório e no GP.
A punição para quem tiver um motor quebrado será a perda de dez posições no grid de largada.
O sábado, em compensação, ganhará importância. Foram mantidos os treinos livres da manhã (duas sessões de 45 minutos) e o warm-up (15 minutos). O grid será definido em uma sessão de uma hora e meia e cada piloto terá direito a duas voltas lançadas hoje, tem a apenas uma volta.
O primeiro a entrar na pista, teoricamente uma desvantagem, será o vencedor da corrida anterior. No atual sistema, esse sacrifício cabe ao líder do campeonato.
Ele dará uma volta rápida e voltará para os boxes. Assim que os 20 pilotos tiverem participado, começará o ''segundo tempo'' do treino, seguindo a ordem inversa da classificação da primeira etapa.
O mais rápido será o último a ir à pista para a definição do grid. O resultado final será montado com o melhor tempo de cada piloto.
A alteração joga por terra os esforços da FIA, neste ano, para dar mais equilíbrio à disputa. Primeiro, porque em nenhum momento leva em consideração a classificação do Mundial. Segundo, porque reduziu a ação do imponderável.
Com duas voltas lançadas, o piloto ganha a possibilidade um erro. O clima também não terá mais papel decisivo. Chovendo no começo ou no final de sessão, todos pegarão a pista em condições semelhantes em algum momento.
Admitindo que os GPs duram, em média, uma hora e meia, a carga de carros na pista por final de semana cairá das atuais oito horas e 15 minutos para seis horas e 45 minutos. A FIA, no entanto, não sinalizou com nenhuma redução nos preços dos ingressos.

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