Das Agências Folha
e Estado
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu restringir ainda mais o uso da eletrônica nos carros da F-1. Ontem, em um comunicado dirigido às 11 equipes da categoria, a entidade máxima do automobilismo determinou a ‘‘simplificação dos sistemas de comando da caixa de câmbio’’. A nova regulamentação passa a valer já no final do mês que vem, na quarta etapa do Mundial, o GP da Inglaterra, em Silverstone. A FIA não deu detalhes à imprensa sobre suas novas exigências. Evasivo, o presidente da entidade, Max Mosley, foi o único a comentar o assunto. ‘‘As mudanças foram feitas para garantir a legalidade dos carros. Fundamentalmente, é um movimento para colocar tudo no rumo certo’’, afirmou o inglês.
O objetivo das mudanças seria facilitar a inspeção dos carros em finais de semana de GPs. A F-1, hoje, usa câmbio semi-automáticos, dotados de softwares que poderiam, por exemplo, esconder um controle de tração, proibido pelo regulamento técnico.
O primeiro a criticar a nova regulamentação foi o alemão Norbert Haug, diretor esportivo da Mercedes-Benz. ‘‘Alterar os regulamentos no meio de um campeonato é algo difícil. As regras têm que ser estabelecidas e respeitadas até o final’’, disse o dirigente.
A Michelin assinou ontem contrato para fornecer pneus à escuderia inglesa Jaguar, a partir da próxima temporada. A empresa francesa retornará à Fórmula 1 após 16 anos de ausência. A Williams/BMW e a Toyota, equipe que tem estréia prevista para 2002, também utilizarão os pneus Michelin.
Quando a Michelin deixou a F-1, em 1984, havia conquistado 59 vitórias, três títulos mundiais de pilotos e dois de construtores.

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