FIA quer mudar tudo na Fórmula 1
Ímola - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley, quer mudar tudo na Fórmula 1. Não a curto prazo, mas a partir de 2008. O pacotão de Mosley revela nítida nostalgia com os tempos em que ele possuía a extinta equipe March no Mundial da categoria, no início dos anos 70. O dirigente distribuiu uma carta pública, informando ao mesmo tempo as escuderias e a imprensa sobre o que propõe de alterações na Fórmula 1.
O ataque de Mosley pretende atingir as mais distintas áreas. ''O motivo é simples'', disse. ''Há sérias dificuldades para se encontrar patrocinadores e os custos crescem assustadoramente'', revelou. ''Em breve teremos sérios problemas, daí agir já.''
O argumento do presidente da FIA é resgatar a importância do piloto. ''As pessoas desejam assistir a uma competição entre seres humanos com máquinas de elevada performance.'' O curioso é que há dias o inglês vem defendendo mudanças na Fórmula 1 ainda para este ano, alegando que a categoria tornou-se ''muito perigosa'' por ter se tornado de dois a três segundos mais rápida de 2003 para cá.
Os donos ou representantes das equipes estão convocados para participar de uma reunião dia 4 de maio na sede do Automóvel Clube de Mônaco, no Principado. ''O Acordo da Concórdia nos obriga a anunciar o regulamento de 2008 até o dia 31 de dezembro de 2005, por isso estamos enviando uma proposta para discussão'', diz a carta da FIA.
Dentre os objetivos descritos no documento estão: melhorar a competitividade sem regras artificiais, aumentar a importância da habilidade do piloto, redução dos recursos eletrônicos, corte dos custos, facilitar a entrada de novos times no Mundial, completar o grid com 24 carros. (A.E.)





