FIA quer dinamizar as equipes
Agência Folha
De São Paulo
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) entidade máxima da categoria lançou quarta-feira, em Paris, um seguro para evitar a entrada de equipes aventureiras na F-1 nos próximos Mundiais. O objetivo é evitar a repetição de casos como os da Honda e da Lola, que causaram constrangimento à cúpula da categoria. A fábrica japonesa, depois de anunciar que inscreveria um time próprio no ano 2000, abandonou o projeto. Em 1997, com a Lola, o vexame foi ainda maior. O time simplesmente deixou a F-1 depois que não conseguiu tempo para largar na primeira corrida do ano.
Agora, a fábrica que se propuser a entrar na categoria precisará pagar à FIA, antecipadamente, um depósito de US$ 48 milhões (cerca de R$ 91 milhões). O dinheiro será devolvido em 12 parcelas a partir da data do primeiro GP que o time disputar. Se a fábrica adiar o lançamento por uma temporada, perderá US$ 12 milhões. Em caso de desistência, como aconteceu com a Honda, perderá todo o
dinheiro.
Além de reduzir a boataria em torno do futuro da F-1, a medida vai elitizar ainda mais o esporte. Ficará inviável, por exemplo, a ascensão de times das categorias de base sem o apoio de um patrocinador forte, origem de grande parte das atuais equipes.
Os valores dos atuais times pequenos Arrows e Minardi também aumentará, já que ficará mais fácil para uma fábrica se associar a uma dessas escuderias do que pagar o depósito à FIA. Por enquanto, a única empresa que vem pleiteando uma vaga entre as equipes da F-1 é a japonesa Toyota. Mas só para a temporada de 2001.





