São Paulo - Do conservadorismo extremo à total liberdade, assim pode ser definida a reação dos dirigentes da Fórmula 1, Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Bernie Ecclestone, promotor do evento, diante da queda de audiência do Mundial. A última de Mosley é de arrepiar: os pilotos trocariam de equipe a cada etapa do campeonato. Não há engano não. Michael Schumacher poderia disputar o próximo GP do Brasil, dia 6 de abril de 2003, com o carro da Minardi. E o grande malaio Alex Yoong, se permanecer na F-1, correria com o sucessor da fantástica Ferrari F2002. ''Aí nós realmente veríamos quem é o melhor piloto e a melhor equipe'', defende Mosley.
Segunda-feira a dupla Mosley-Ecclestone lançou a idéia do lastro na F-1. Se a diferença do primeiro para o segundo colocado na classificação ultrapassar 20 pontos, o líder passa a correr com um quilo a mais no carro a cada ponto que conquistar. Até a direção da Williams e a da McLaren, maiores interessadas em ver a Ferrari menos forte, já rejeitaram a proposta. Agora Mosley radicalizou ainda mais, ao colocar para votação na reunião da Comissão de Fórmula 1, dia 28, o projeto de rodízio de pilotos. ''Toda mudança de interesse do público deve ser discutida'', comenta o inglês.
A FIA e Ecclestone estão bastante preocupados com a sensível redução no número de telespectadores nas provas do Mundial. É a partir desse universo que são definidos os valores dos direitos de transmissão do evento, comercializados por Ecclestone, maior fonte de renda da F-1. ''Algumas dessas propostas são puramente especulativas, mas o que não podemos fazer é sentar e não apreciá-las'', explica Mosley. Já Ecclestone disse estar pensando nas pessoas que gastam muito dinheiro para assistir às corridas e saber quem irá vencer antes da largada. Sobre a sua proposta de lastro progressivo, comentou: ''Espero chegar à última etapa do campeonato de 2003 com cinco equipes no mesmo peso e então todos irão dizer que o lastro foi uma grande idéia.''
F-3000 Européia A categoria vai mudar muito em 2003. A potência sobe de 480 para 520 cavalos e o câmbio passa para o volante, como na Fórmula 1, aproximando-a mais da F-1 que a F-3000 Intercontinental. A categoria européia prossegue neste final de semana, em Jerez, na Espanha.

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