Paris - Entre o esporte, o espetáculo e o dinheiro, o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deve encontrar o equilíbrio para suas categorias mais importantes: a Fórmula 1 e o Rali.
Na F-1, a temporada de 2005 deu novo gás à competição com os duelos Alonso-Raikkonen e Renault-McLaren/Mercedes após os anos de hegemonia absoluta do dueto Schumacher-Ferrari, que prejudicou a imagem da categoria perante boa parte do público. No entanto, o mais importante não ocorreu ao nível da pista, mas sim dentro dos 'boxes'.
Ante inúmeros construtores que ameaçavam criar um campeonato paralelo por motivos essencialmente econômicos, a FIA e seu presidente Max Mosley, após pesquisa de opinião na Internet, desejam realizar modificações no regulamento que favoreçam as ultrapassagens nas corridas a fim e melhorar o espetáculo e manter o alto nível tecnológico abatendo custos econômicos ao mesmo tempo.
Para 2006, quando os motores V8 substituírem os V10, o Conselho adotará um novo sistema de classificações e voltará a permitir a mudança de pneus durante a corrida. ''O formato de classificações era bom há alguns anos, sempre havia espetáculo na pista. Mas, mudou para manter a incerteza. Tudo depende do objetivo procurado'', assinalou Jean Todt, diretor geral da Ferrari.
Após uma temporada com 19 corridas, as escuderias preferiram voltar ao calendário com um número máximo de 18 provas. ''Cada deslocamento para um Grande Prêmio custa muito dinheiro'', frisou Ron Dennis, patrão da McLaren.
Foram acertadas 19 corridas para salvar os Grandes Prêmios da Grã-Bretanha e da França. No que concerne às ultrapassagens, a FIA pretende favorecer os aspectos mecânicos em detrimento da aerodinâmica. Para 2007, está proposto também trocar o aerofólio traseiro por dois na altura dos pneus. O que permitiria um carro atrás do outro se beneficiar do melhor fluxo de ar provocado pelo primeiro.
Além disso, deve voltar os pneus ''slicks'', mais largos do que os atuais, e estes serão fornecidos por apenas um fabricante.
Rali Em relação a essa categoria, trata-se sobretudo de adotar propostas para salvar a categoria, enquanto dois dos cinco construtores atuais, os franceses Citroen e Peugeot, já anunciaram que se estarão fora após esta temporada.
As modificações principais seriam: um campeonato 'discutível' entre dois tipos de calendário, em que as equipes privadas podem participar na competição de construtores, e a adoção de medidas técnicas que reduzam os custos. A idéia proposta é que as equipes privadas possam participar, se desejarem, de somente de 10 das 16 provas do calendário.

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