São Paulo - A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou ontem que reduzirá o preço da superlicença da F-1 (permissão para pilotar na categoria), após os pilotos terem protestado por conta do aumento da tarifa nos últimos anos.
Segundo a FIA, uma proposta será feita ao Conselho Mundial da entidade para que a superlicença seja reduzida para o Mundial-2010, ''refletindo o grande corte de custos que o esporte sofrerá na próxima temporada''. Após o encontro de Max Mosley (presidente da FIA) com a GPDA (associação de pilotos da F-1), a entidade disse que mais reuniões serão feitas ao longo do ano ''para manter um diálogo que promete ser construtivo''.
Inflação
O aumento no valor das superlicenças aconteceu no meio de 2008 e imediatamente gerou polêmica entre os pilotos, que cogitaram até mesmo entrar em greve. Para poder tirar sua superlicença para 2009, o vice-campeão Felipe Massa, por exemplo, terá de desembolsar 217.820,00 euros, o que equivale a cerca de R$ 654 mil.
O valor é a soma dos pontos marcados na temporada - cada um custa 2.100 euros (eram 2.000 euros no ano passado e 1.725 euros no ano anterior) - mais uma taxa fixa de 10.400 euros (aumento de 400 euros em relação a 2008), além de um seguro compulsório de 2.720 euros.

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