Arquivo FolhaMax Mosley, presidente da FIAVários importantes personagens da Fórmula 1 continuaram a se manifestar a respeito do julgamento dos acusados pela morte de Ayrton Senna, que se inicia hoje em Ímola. O maior interessado em conhecer o veredito do juiz Antônio Costanzo é o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley. Sobre os italianos pesa a dura ameaça de não organizar mais nenhuma competição administrada pela FIA, entre elas a F-1, se os indiciados forem considerados culpados.
Mosley, também advogado, foi político ao declarar que a Justiça italiana é soberana para decidir, mas se houver qualquer sanção aos acusados sua entidade se vê no direito de não mais permitir que seus eventos sejam promovidos na Itália. Atualmente 34 competições automobilísticas por ano são sancionadas pela FIA para serem organizadas na Itália. O diretor da Benetton e proprietário da Minardi, o italiano Flavio Briatore, afirmou sem medo: ‘‘Como posso correr o risco de levar minha equipe a um país que pode me colocar na prisão por causa de um acidente?’’ Ele considera a hipótese de não mais se apresentar na Itália caso os acusados recebam qualquer tipo de pena.
A investigação de tudo o que aconteceu no trágico 1º de maio teve o apoio de Briatore. ‘‘É importante saber o que houve mas não faz sentido um acidente de F-1 ser classificado como os de estradas, são duas realidades bem distintas’’. Ele crê na absolvição dos seis acusados.
De Portugal, onde treina com a equipe Williams-Renault, a mesma que foi de Ayrton Senna, o piloto Jacques Villeneuve considerou ‘‘um absurdo’’ levar Frank Williams ao tribunal. ‘‘Problemas mecânicos de todos os tipos sempre acontecem, não existe um carro 100% seguro’’. O austríaco Niki Lauda, três vezes campeão do mundo e que sofreu grave acidente em 76, quando corria pela Ferrari, disse ontem em Viena concordar com a opinião de parte da imprensa de meu país. ‘‘A Justiça italiana está sendo cínica ao julgar possíveis responsáveis pela morte de Senna’’. Ele lembra que a família do piloto não reclamou nada da equipe Williams. ‘‘Dentre os muito bem pagos riscos que se assume na F-1 desgraçadamente está a morte’’, afirmou.
LançamentoA Mastercard International e a Lola Cars Limited fazem hoje, em Londres, o lançamento do novo carro da equipe, o t97/30, que disputará o Mundial de F-1 deste ano. Estarão presentes os pilotos da escuderia, o brasileiro Ricardo Rosset e o italiano Vincenzo Sospiri.

mockup