Arquivo FolhaAmeaçadaDepois da grande superioridade na primeira etapa da temporada, na Austrália, a McLaren recebe críticas A armadilha está pronta. A possível vítima é a equipe McLaren. A Ferrari oficializou ontem que durante a disputa do GP do Brasil, de 27 a 29 em Interlagos, apresentará uma reclamação contra o sistema de freios dos carros de Mika Hakkinen e David Coulthard. O protesto vai ao encontro dos interesses do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley. O cenário está pronto para que politicamente se conquiste maior competitividade nessas corridas. ‘‘Nós contamos com o apoio da FIA’’, declarou ontem o assessor de imprensa da Ferrari, Cláudio Berro.
Se a história valer, o polêmico, mas eficiente sistema de freios da McLaren está com os GPs contados. ‘‘Parem de reclamar para a imprensa e entrem com recurso na FIA se vocês se sentiram atingidos’’, disse Mosley aos chefes de equipe, durante o GP da Austrália, abertura do Mundial. É o que a Ferrari, time tradicionalmente ligado à entidade, irá fazer. A frase de Mosley mais pareceu um pedido que uma orientação.
Todas as mudanças no regulamento técnico da F-1, este ano, tiveram um mentor: Max Mosley. Só que as novas regras levaram a competição para direção oposta do imaginado. Os carros ficaram tão ou mais velozes que em 97, as ultrapassagens mais difíceis e, pior, a categoria perdeu competitividade. Uma forma de resgatá-la, e diminuir a derrota de Mosley, é fazer com que a McLaren não seja tão rápida. A proibição do seu sistema de freios, capaz de facilitar o contorno de curva e a tração do veículo, ajudaria.

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