FIA pede a exclusão da equipe BAR
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quarta-feira, 04 de maio de 2005
Das Agências 
São Paulo - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pediu ontem à sua corte de apelação a exclusão da equipe BAR do Mundial-2005 de F-1. Durante uma audiência em Paris, a entidade apresentou um dossiê que acusa a escuderia de ter trapaceado no GP de San Marino de F-1.
O carro do inglês Jenson Button, terceiro colocado na corrida, terminou a prova com peso abaixo de 600 kg (mínimo permitido) haveria um tanque extra de combustível que teria sido usado como lastro.
''A FIA pede à corte (de apelação) a exclusão a equipe Lucky Strike BAR Honda do Mundial de F-1 de 2005 e uma multa de pelo menos 1 milhão de euros'', disse a federação em seu dossiê. Um veredicto é esperado para hoje.
Apesar de terem atestado a irregularidade no peso do carro de Button, os comissários da prova aceitaram explicações dadas pela equipe e mantiveram o resultado na ocasião.
Para a FIA, ''a equipe, deliberadamente, tirou vantagem sobre as outras usando uma artimanha ilegal e injusta, o que prejudica os interesses da competição e os interesses do automobilismo de forma geral''.
O advogado da equipe, David Pannick, disse que a punição com exclusão do Mundial seria ''esproporcional''. O chefe executivo da BAR, Nick Fry, afirmou que a equipe pode recorrer à Justiça comum caso seja realmente excluída.
Alonso O piloto espanhol Fernando Alonso, da Renault, criticou ontem as equipes Ferrari e BAR e as chamou de ''impostoras''. Ele acusa a escuderia italiana de treinar mais horas que o estipulado em um acordo entre as escuderias e lamenta que a equipe britânica tenha utilizado um carro abaixo do peso mínimo estipulado pelo regulamento no GP de San Marino.
''Existem duas equipes trapaceiras. Uma delas é a BAR, como vimos em Imola, a a outra é a Ferrari. Entre os GPs do Bahrein e San Marino todas as equipes treinaram seis dias, enquanto que a Ferrari trabalhou 20'', criticou o espanhol.
Líder do Mundial de F-1 deste ano, o espanhol destacou que seria um erro não apostar na Renault para o GP da Espanha, que acontece no próximo domingo, mas declarou seu respeito por todos os adversários, inclusive Ferrari e BAR.
''O GP da Espanha é sempre diferente, porque conto com mais torcida para mim e a Renault. Acho que já teria chegado a algum pódio e estaria entre os cinco primeiros no campeonato a esta altura, mas ganhar três corridas era impensável no ano passado'', finalizou.


