FIA não vai tolerar o jogo de equipe
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quinta-feira, 25 de setembro de 2003
Agência Folha 
Indianápolis - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não quer ver sua obra manchada por uma marmelada. E ontem, nos EUA, deixou bem claro: nas duas últimas corridas do Mundial mais disputado desde 1999, não vai tolerar nenhum movimento que dê margem a interpretações de jogo de equipe.
''Qualquer suspeita de jogo de equipe, eu disse qualquer evidência, qualquer mínima pista, vai ser levada para os comissários. A regra será aplicada com todo o rigor'', afirma Max Mosley, presidente da entidade máxima do automobilismo, em um comunicado distribuído em Indianápolis.
O circuito recebe hoje os primeiros treinos para o GP dos EUA, 15 e penúltima etapa do Mundial. A sessão pré-classificatória acontece às 16 horas (de Brasília).
O recado tem endereços certos: os boxes da Ferrari, da Williams e da McLaren.
As três equipes ainda lutam pelo Mundial de Construtores. E o mais importante: cada uma conta com um representante na apertada disputa do Mundial de Pilotos.
''Vamos olhar para tudo, não apenas para trocas de posições deliberadas, no final da corrida'', completou Mosley, o artífice das mudanças de regras em 2003, que contribuíram, em boa parte, para a atual situação do campeonato.
Hoje, o pentacampeão Michael Schumacher, da Ferrari, lidera com 82 pontos. Juan Pablo Montoya, da Williams, soma 79, seguido por Kimi Raikkonen, da McLaren, com 75.
A última vez que a F-1 viu uma temporada tão acirrada foi em 1999 um ano atípico, em que Schumacher quebrou a perna e perdeu sete GPs. Naquela ocasião, Mika Hakkinen, Eddie Irvine, Heinz-Harald Frentzen e David Coulthard chegaram à penúltima etapa com chances de título.
Coincidência ou não, o recado de Mosley foi dado no circuito que viu, no ano passado, uma das grandes marmeladas da F-1.
Para retribuir os favores de Rubens Barrichello ao longo do ano, Schumacher quase parou o carro na última volta, na reta dos boxes, e deu a vitória ao brasileiro.
Neste ano, houve suspeitas de jogo de equipe da McLaren, na Inglaterra, e da Williams, na Hungria. Coulthard e Ralf Schumacher teriam ajudado, respectivamente, Raikkonen e Montoya. A FIA fez vistas grossas. A trégua acaba neste final de semana.


