France PresseMika Hakkinen (de capacete) e David Coulthard: polêmica Enquanto os alemães festejavam a vitória do motor Mercedes na primeira corrida da temporada, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não acolheu ontem recurso dos organizadores do GP de Melbourne, que pediam punição para a equipe McLaren. Diante do público que compareceu ao autódromo de Albert Park e de milhões de telespectadores em todo o mundo, David Coulthard deixou seu companheiro de equipe, Mika Hakkinen, ultrapassá-lo para ganhar a prova.
Para a FIA, a ordem de chegada de dois pilotos de uma mesma equipe é determinada pela própria escuderia, argumentando que isso acontece ‘‘desde o princípio do século’’. A imprensa australiana criticou a atitude de Coulthard. O diário Daily Telegraph classificou a atitude de Coulthard de ‘‘cômica’’ e condenou a liberdade que as equipes têm de ‘‘decidir quem vai vencer’’. O jornal The Sydney Morning Herald disse que o episódio foi ‘‘um exercício de descrédito’’.
A McLaren também vem sendo alvo dos ataques das outras equipes, que acusam a escuderia inglesa de utilizar um sistema de freios fora das especificações. Mas o chefe de Esportes da Mercedes, Norbert Haug, diz que os adversários estão equivocados. ‘‘Todos querem saber nossos segredos, mas nossa velocidade não vem dos freios.’
HondaA Honda anunciou ontem que vai retornar à Fórmula 1 na temporada de 99, desta vez com carro, chassis e pilotos próprios. A construtora japonesa está fora da F-1 desde 92. ‘‘A firme determinação de nossos jovens engenheiros contribuiu para nossa volta à categoria’’, disse o presidente da empresa Nobuhiko Kawamoto, em nota divulgada ontem. Segundo ele, ‘‘ao comemorar nosso cinquentenário, consideramos que a competição é fundamental para a nova geração da Honda’’.
Pelo segundo ano consecutivo, a montadora japonesa deve anunciar no final deste mês lucro recorde, graças as vendas internas e o aumento das exportações, beneficiadas pela desvalorização do yen. A Honda já participou duas vezes da Fórmula 1. De 64 a 68 correu com motor e chassis próprios e venceu dois GPs dos 35 que disputou. Na segunda vez, de 83 a 92, participou apenas com os motores e ganhou 69 GPs dos 199 que disputou.

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