FIA mantém título mundial de Raikkonen
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sábado, 17 de novembro de 2007
Folhapress 
São Paulo - Foram dois dias inteiros de reuniões e deliberações em Londres para que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pudesse julgar recurso da McLaren, que contestava a decisão no caso de irregularidades no combustível de rivais no GP Brasil. No fim, não houve surpresas, e tudo ficou como antes. A Corte de Apelações da entidade decidiu ontem manter a determinação dos fiscais de Interlagos e não punir Nick Heidfeld, Robert Kubica, Nico Rosberg e Kazuki Nakajima, de BMW e Williams, respectivamente.
Caso fossem punidos, Lewis Hamilton, da McLaren, poderia subir de sétimo para quarto colocado na classificação da corrida e ser proclamado campeão do mundo, tirando o título do ferrarista Kimi Raikkonen, ganhador da prova no Brasil.
Segundo o comunicado distribuído pela FIA no início da noite de ontem, após ter examinado todos os documentos e provas disponíveis, chegou-se à conclusão de que o recurso da McLaren era incabível. ''Seria extremamente prejudicial para o esporte se o título fosse vencido desta maneira, depois de manobras de advogados, e não pelas habilidades dos pilotos ao volante'', disse Nigel Tozzi, advogado da Ferrari.
A McLaren pedia a punição aos pilotos com base em um relatório emitido por Jo Bauer, delegado técnico da entidade, após o GP, no dia 21 de outubro. No documento, Bauer dizia suspeitar que os times estivessem usado gasolina mais fria que o permitido pelo regulamento - no máximo 10ºC abaixo da temperatura ambiente.


