FIA julga validade dos difusores na F-1
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Das agências 
São Paulo - A Corte de Apelações da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) julga hoje, em Paris, na França, a legalidade ou não dos difusores utilizados por Brawn, Williams e Toyota nas duas primeiras provas da temporada 2009 da Fórmula 1. O julgamento foi marcado após Ferrari, Red Bull, BMW e Renault terem apelado da decisão dos comissários da FIA que permitiram a utilização da peça por parte das três equipes. Ao todo, oito times serão ouvidos no julgamento - somente Force India e Toro Rosso não foram chamadas pela entidade.
No caso da FIA voltar atrás em sua decisão, Brawn, Toyota e Williams podem ser obrigadas a correrem sem os difusores e, na pior das hipóteses, perder os pontos obtidos nos GPs da Austrália e Malásia - pior para o time de Ross Brawn, que ficaria sem as duas vitórias obtidas pelo inglês Jenson Button.
Brawn acredita que a FIA decidirá a favor das peças aerodinâmicas. ''Não posso estar 100% confiante, mas espero que o senso comum prevaleça'', disse ao site da ''BBC Sport''. ''Eu ficaria surpreso se a Corte de Apelações puder julgar detalhes técnicos. É um assunto técnico muito complexo.''
Caso os difusores sejam considerados legais, outras equipes devem copiar a peça. Muitos dos times reclamam que seria uma mudança muito radical em seus modelos e que iria contra as medidas de corte de custos da categoria.
Brawn argumenta que em muitos outros aspectos ninguém reclama de gastos excessivos, mas concorda que alguns carros precisarão de grandes mudanças para receberem o difusor. ''Existem muitas coisas que as equipes copiam umas das outras e o custo nunca é debatido'', disse. ''Acho que algumas equipes poderão colocá-lo muito rápido, mas para outras será mais difícil por causa da configuração de suas suspensões ou outros elementos do carro'', finalizou.
Malásia
Os organizadores do GP da Malásia de F-1 admitiram a possibilidade de fazer uma prova noturna para que o país permaneça no calendário da categoria, após a chuva e a falta de luz natural interromperem a segunda etapa do Mundial-2009, no último dia 5 de abril.
A corrida teve que ser encerrada com 33 das 56 voltas previstas - 31 foram consideradas -, devido às fortes chuvas que caíram no circuito, e que costumam atingir Sepang nesse horário durante esta época do ano.
Com a corrida sendo disputada às 17h - para ser transmitida ao vivo pela TV europeia durante a manhã -, não havia luz natural para que a etapa fosse retomada quando a chuva diminuiu.


