Itamar Miranda/AEMemóriaO piloto da McLaren, Mika Hakkinen, olha fotografias de provas de F-1 de 1954, no Hotel Transamérica A vistoria no autódromo de Interlagos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), prevista para ontem, foi adiada para hoje. Melhor para a organização da corrida, que terá mais tempo para cumprir todas as exigências do inspetor de segurança da FIA, Charlie Whitting. Segundo o diretor de prova, Carlos Montagner, já foram colocados cerca de 30 metros cúbicos de brita no ‘‘Muro do Berger’’, como queria a FIA, e o acerto nas proteções de pneus em vários pontos da pista também está sendo finalizado.
A prefeitura também deve fazer hoje uma inspeção final nas arquibancadas para poder liberá-las ao público. O diretor da International Promotion, empresa responsável pela organização do GP, Tamas Rohonyi, disse, ontem, que foram colocados à venda mais 4,5 mil ingressos, de todos os setores, com exceção do ‘D’ e ‘E’, onde os ingressos já estão esgotados.
Interlagos recebeu ontem a visita de Rubens Barrichello, Pedro Paulo Diniz e pilotos menos ilustres. O alemão Michael Schumacher e o irlandês Eddie Irvine, da Ferrari, estavam na Ilha de Comandatuba, na Bahia, e só chegam a São Paulo hoje. Casos também do campeão Damon Hill, da Arrows, e do escocês David Coulthard, da McLaren/Mercedes.
Rubens Barrichello, lembrou ontem, com um sorriso, da chuva poucos minutos antes da largada do GP do Brasil do ano passado, quando ainda pilotava uma Jordan. ‘‘Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido’’, diz. Rubinho casou, mudou de escuderia, ficou mais experiente, mas continua um fã da chuva. ‘‘Estou rezando todos os dias para que chova, domingo, em Interlagos.’’
A vontade de Rubinho é a mesma de outro brasileiro, Pedro Paulo Diniz, da Arrows. ‘‘Seria bom que chovesse porque tenho pneus mais rápidos para a chuva’’, disse. Tanto Rubinho, quanto Diniz correm com pneus Bridgestone, recém-chegados à F-1. Ambos estiveram hoje em Interlagos, ajustando o carro, otimistas com relação ao desenvolvimento técnico.
Bronzeado pelo sol de Comandatuba, Mika Hakkinen era ontem a própria imagem da tranquilidade no Hotel Transamérica. O finlandês está confiante na evolução da sua McLaren-Mercedes, primeira e terceira colocada na etapa de abertura do Mundial. Para ele, a diferença entre as equipes no GP do Brasil será ainda menor que na Austrália. ‘‘Interlagos é uma pista mais fácil que a de Melbourne.’’

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