São Paulo- O delegado de segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Charlie Whitting, foi bastante claro ontem em Interlagos, depois de inspecionar o autódromo de Interlagos, debaixo de forte chuva.
Através do diretor de prova, Carlos Montagner, Whitting avisou. ‘‘Não aceitaremos nenhum desnível entre a pista e a área de escape.’’ A substituição das caixas de brita por asfalto nessas áreas, medida adotada este ano pela FIA, exige dos responsáveis pelo circuito cuidados técnicos bem maiores que os dedicados até agora.
Assim como a FIA estuda medidas para evitar que outras equipes peçam falência, como a Prost Grand Prix, impondo, por exemplo, o uso de um único motor por carro por GP, a partir de 2003, alguns conceitos de segurança estão sendo revistos.
Depois que Michael Schumacher percorreu cerca de 100 metros com sua Ferrari, sobre a caixa de brita da curva Stowe, em Silverstone, em 1999, e o carro não reduziu a velocidade antes do impacto, Max Mosley, presidente da entidade, organizou um grupo para pesquisar uma possível solução para o problema.
Vários outros pilotos experimentaram situações semelhantes, como Luciano Burti, ano passado, na Bélgica. ‘‘O asfalto tem demonstrado, em muitos casos, ser mais eficiente que a brita’’, lembrou Montagner. ‘‘Mas o serviço tem necessariamente de ser bem executado, caso contrário se torna até mais perigoso.’’ Foi principalmente esse trabalho que a Prefeitura e a engenharia do GP realizam em conjunto que Whitting veio inspecionar.
Ano passado, no GP da Austrália, Schumacher capotou com sua Ferrari porque havia um desnível entre o asfalto e a área de escape. Apesar da chuva intensa, Whitting percorreu os 4.309 metros do traçado de São Paulo e orientou o que fazer no S do Senna, entrada da Reta Oposta, Descida do Lago e Laranjinha.

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