FIA estipula teto orçamentário na F-1
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou ontem a implementação de um teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras (R$ 128,8 milhões) para as equipes a partir do Mundial-2010. Além disso, a entidade decidiu acabar com o reabastecimento durante as corridas, que vigora desde 1994.
Caso a escuderia opte pelo teto, receberá vantagens técnicas e poderá testar seus carros durante todo o ano. A quantia não inclui o pagamento do salário dos pilotos, ao contrário dos planos iniciais da FIA. Em 2010, o teto orçamentário também não vai incluir o custo com os motores.
A entidade também anunciou que 13 equipes serão aceitas para o próximo ano, aumentando em três o número de times em relação ao campeonato atual. Dessa maneira, a FIA tenta fazer o grid da F-1 aumentar de 20 para 26 carros, número que, por muitos anos, foi padrão nas corridas da categoria.
As escuderias que pretendem ingressar na F-1 - como a USGPE (equipe norte-americana), Prodrive (do ex-chefe de equipe da BAR David Richards) e a iSport (que corre na GP2) - precisam se inscrever até o dia 29 de maio, explicitando se utilizarão ou não o teto.
Limite
O teto orçamentário da F-1 não incluirá gastos com publicidade, salário de pilotos, custos com motores (somente em 2010) e gastos que não estiverem relacionados à participação da equipe no Mundial, além de impostos e multas impostas pelas FIA. Uma Comissão de Custos irá monitorar as equipes e não poderá ter relação com nenhuma delas.
As equipes que optarem pelo limite terão liberdade para, principalmente, utilizar asas dianteiras e traseiras móveis e contar com um motor sem limite de giros, além de poder testar de forma ilimitada ao longo do ano --hoje, as escuderias só podem testar os carros na pré-temporada.
A proibição do reabastecimento, assim como a implementação do teto orçamentário, tem relação com o corte de custos proposto pela categoria. Assim, a FIA busca incentivar que os motores consumam menos combustível. Os cobertores de pneus, utilizados para manter os compostos aquecidos, também estão proibidos.
Ajuda
A FOM (Gerência da F-1), comandada por Bernie Ecclestone e que cuida dos direitos comerciais da categoria, propôs uma ajuda financeira às novas equipes. A entidade pagará US$ 10 milhões anuais (R$ 21,7 milhões) para as escuderias, além de transportar gratuitamente dois chassis e mais dez toneladas de equipamento para as viagens aos GPs fora da Europa. A FOM também fornecerá 20 passagens aéreas de classe econômica para essas viagens.


