Alboreto: ‘Quebra mecânica’ Duas importantes testemunhas foram ouvidas ontem na sexta audiência do julgamento dos acusados pela morte de Ayrton Senna, em Imola. Patrizio Nosco, italiano, era o responsável no GP de San Marino pelo controle dos pneus no Parque Fechado do autódromo, local onde ficam os carros depois da prova para verificação técnica. Nosco confirmou que retirou depois do acidente as duas centrais de computador instaladas na Williams de Senna, atendendo orientação do comissário técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Charlie Whiting. Ao contrário do que alega a equipe, que o equipamento ficou destruído no impacto, Nosco disse que entregou as centrais a Whitting intactas.
Uma das centrais eletrônicas ficou com a Williams e a outra com a Renault, fornecedora do motor do carro. As duas foram enviadas à Justiça italiana dia 18 de maio, 17 dias depois do acidente. O estudo da unidade do time inglês, com preciosos dados sobre o comportamento do chassi, não permitiu detectar nenhuma informação. ‘‘O equipamento ficou destruído’’, disse na época Patrick Head, diretor-técnico da Williams. Ontem, Bernard Duffort, engenheiro da Renault, alegou também que como a central foi utilizada para ensaios de motor na fábrica, os dados anteriores, os do dia do acidente, haviam sido apagados.
Hoje Charle Whiting comparacerá em juízo. Terá de explicar por que autorizou a retirada das ‘‘caixas-pretas’’ e, pior, sua utilização pela equipe e pelo fabricante de motores. Para o ex-piloto de F-1, Michele Alboreto, presente no trágico GP de San Marino de 94, e ouvido também ontem, Senna morreu em razão de um único motivo: ‘‘Quebra mecânica da Williams’’. A perícia apurou rompimento da coluna de direção como a causa do acidente fatal.

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