São Paulo - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou oficialmente ontem o calendário do Mundial-2006 de F-1 e colocou o GP do Brasil como o único dos 19 que ainda precisa ser confirmado. A prova brasileira está prevista para o dia 22 de outubro, a última do calendário, mas com uma ressalva depende de aprovação de contrato, segundo o site oficial da FIA.
Em 2005, o autódromo de Interlagos recebeu a antepenúltima prova do ano e acabou sendo palco da decisão do título, conquistado pelo espanhol Fernando Alonso, da equipe Renault.
Outra mudança no calendário está na prova de abertura. Depois de dez ano, a Austrália dará lugar ao Bahrein na abertura da temporada. ''Estamos muito orgulhosos pela confiança que a F-1 depositou no Bahrein'', disse o responsável pelo circuito, Martin Whitaker.
Ferrari O piloto brasileiro Felipe Massa, 24 anos, iniciou ontem um intensivo de testes com a escuderia Ferrari, que defenderá no Mundial-2006 de F-1. Massa faz dois dias de treino nesta semana no circuito de Vallelunga, em Roma, usando um F2004 com motor V8, exigido pelo regulamento da próxima temporada. Na semana que vem, treina mais três dias. Ele também deverá realizar testes nos circuitos de Fiorano e Mugello, ambos na Itália, e no Bahrein.
Mantendo o que fez durante todo o campeonato, a Ferrari não respeitará o acordo de cavalheiros entre as equipes, que prevê banimento de testes até 1º de dezembro.
Como Michael Schumacher não abre mão de suas já tradicionais férias com a família, Massa, que vem da equipe Sauber, será o escalado para a grande maioria dos testes. ''Penso muito em como vai ser o próximo ano, se vou ter a máquina dos meus sonhos, se poderei vencer corridas, se poderei lutar pelo título. Sei que acima de tudo preciso fazer testes e esperar que o carro seja bom'', disse Massa, em entrevista ao jornal italiano ''Gazzetta dello Sport''.
O brasileiro também afirmou que não teme uma possível concorrência com Valentino Rossi, campeão de moto, que poderia ir para a Ferrari em 2007. ''Rossi é um grande talento, mas da moto. A F-1 é completamente diferente. Se a Ferrari contrata um piloto, é para vencer'', disparou.

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