FIA convoca equipes e fabricante de pneus
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segunda-feira, 20 de junho de 2005
France Presse 
Paris - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) recordou ontem, em um comunicado, o regulamento da Fórmula 1, para se justificar no caso Michelin, que prejudicou o Grande Prêmio dos Estados Unidos realizado no domingo, em Indianápolis, quando, pela primeira vez, apenas seis pilotos participaram da prova. Em função disso, as sete escuderias envolvidas no caso e a fabricante de pneus francesa foram convocadas para uma audiência junto ao Conselho Mundial da FIA, no próximo dia 29, em Paris.
''A Fórmula 1 é uma competição esportiva. Deve ser regulada por regras estritas, que não podem ser negociadas cada vez que um participante se apresenta para uma corrida com um equipamento em más condições'', observou a FIA.
A Michelin detectou uma falha no pneu que equipava suas equipes, depois de que o alemão Ralf Schumacher (Toyota) sofreu na sexta-feira um violento acidente durante a segunda sessão de treinos livres por causas ainda não esclarecidas.
Após tentar levar para Indianápolis novos pneus, que foram rejeitados pelas autoridades por estarem fora do regulamento, e pedir em vão que uma chicane fosse instalada na curva mais perigosa do circuito para reduzir a velocidade dos carros, a fabricante retirou seus pneus.
A FIA explicou que a instalação dessa chicane ''obrigaria todos os veículos, incluindo os que contavam com pneus adequados, a correr em um circuito cujas características haviam sido muito modificadas'' e com ''possíveis consequências no comportamento dos carros e dos freios''.
Instantes antes da largada do Grande Prêmio, sete escuderias equipadas pela Michelin Toyota, Renault, McLaren, Williams, BAR, Sauber e Red Bull se retiraram, seguindo os conselhos da fabricante e dando lugar a uma insólita corrida que garantiu ao alemão Michael Schumacher (Ferrari) sua primeira vitória da temporada.
A Federação também afirmou que no dia 1º de junho lembrou às equipes e aos fabricantes (Michelin e Bridgestone) que ''os pneus devem ser fabricados para serem confiáveis em todas as circunstâncias, incluindo nas voltas atrás do Pace Car, nas saídas de pista, nas passagens pela zonas de redução de velocidade, nos contatos com outros veículos e na presença detritos na pista''.
''Cada equipe está autorizada a se apresentar no Grande Prêmio com dois tipos de pneus'', recorda a FIA, ''um próprio para a corrida e outro, menos rápido, porém muito confiável. Ao que parece, nenhuma das equipes da Michelin levou a Indianápolis esse segundo jogo'', dizia o comunicado da FIA.
O subdiretor da Michelin, Frédéric Henry-Biabaud, disse ontem que a fabricante de pneus não errou ao tomar a decisão de retirar seus pneus do circuito de Indianápolis. ''A Michelin não se equivocou. O teria feito se não tivesse agido assim. Podem imaginar o que teria acontecido se tivéssemos decidido correr com estes pneus e tivesse acontecido algum problema?'', questionou.


