Agência Estado
De São Paulo
Agora a pressão sobre a equipe McLaren é ainda maior. Depois de o Tribunal de Apelação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ter confirmado, ontem, a desclassificação de David Coulthard no GP do Brasil, o piloto escocês e seu companheiro, Mika Hakkinen, largam domingo, no GP de San Marino, com a difícil missão de tentar vencer a Ferrari na sua casa. Michael Schumacher já tem 20 pontos de vantagem na classificação para os dois. Coulthard havia chegado em segundo lugar em Interlagos, no domingo retrasado.
Se Michael Schumacher ou Rubens Barrichello vencerem a corrida de Ímola, o sonho do tricampeonato de Hakkinen começará a ficar um pouco mais distante, mesmo restando ainda 13 etapas para o encerramento da temporada. Mas se por um lado a McLaren precisa conquistar pontos importantes para impedir esse avanço da Ferrari, jogar tudo numa eventual tentativa de vencer poderá ser ainda mais perigoso.
A resistência do modelo MP4/15 da McLaren e do novo motor Mercedes ainda não é boa, a ponto de Hakkinen abandonar as duas primeiras corridas do ano, na Austrália e no Brasil. Coulthard ainda concluiu a prova de São Paulo, mas com sérios problemas no câmbio, embora depois fosse desclassificado em razão de os minidefletores, localizados nas paredes externas do aerofólio dianteiro da sua McLaren, estarem a 43 milímetros de altura em relação ao assoalho e não a 50 milímetros, como manda o regulamento.

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