São Paulo - Uma falha no planejamento para receber a Fórmula Indy quase estragou a festa dos pilotos e do público brasileiro. O trecho que compreende o Sambódromo do Anhembi, batizado de reta do Anhembi, não possuía massa asfáltica que oferecesse aderência suficiente, fato que adiou os treinos classificatórios para o grid de largada para o domingo de manhã. Durante os treinos pré-classificatórios, pilotos como Bia Figueiredo que achou acertada a decisão de ''arrumar a pista'', rodaram justamente neste ponto. ''Fui uma das vítimas desta pista que parecia que estávamos andando em gelo. Infelizmente bati no segundo treino'', declarou.
Tony Kanaan encarou o entrave com bom humor. Como o local normalmente é utilizado para desfiles de escolas de samba, o brasileiro afirmou que até o carro da Gaviões da Fiel tinha mais aderência que seu carro. Porém, nem mesmo os problemas impediram de ressaltar que os problemas do circuito paulistano da São Paulo Indy 300 estão longe de serem os mais caóticos vividos pela competição norte-americana. Ele se recorda de uma etapa no Texas, quando a pista era rápida demais e ''dava tontura nos pilotos''.
Após a organização passar a madrugada trabalhando nos ajustes do traçado lixando e frisando o traçado, com intuito de retirar cerca de 3 milímetros de profundidade, os tempos dos pilotos despencaram cerca de 3 minutos. Durante a prova, o único problema foi a poeira que levantou na pista em função da manutenção da noite anterior.
Mesmo os problemas não tiraram o ânimo do português Eduardo Freitas, inspetor da FIA, responsável pela última vistoria no traçado. (R.O.)

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