FIA acaba com o uso do motor especial durante os treinos
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quarta-feira, 20 de março de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Punições mais rigorosas para pilotos que se envolverem em acidentes e a limitação do uso de apenas um motor para treinos livres, classificatórios e corrida foram as mudanças no regulamento da Fórmula 1 definidas hoje pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), após o encerramento das reuniões do Conselho Mundial de Automobilismo, realizado em Paris.
A entidade máxima do automobilismo mundial e reguladora da F-1 também decidiu que não haverá mudanças nas dimensões e pesos oficiais dos chassis pelas próximas duas temporadas.
O fim do motor de treinos e o congelamento das regras para os chassis visam diminuir os gastos da categoria e permitir às equipes de menor porte concentrarem seus orçamentos no desenvolvimentos dos carros e brigarem em melhores condições com os times grandes.
Pelas novas decisões, a partir de janeiro de 2004, as equipes terão que fazer os treinos livres, de classificação e a corrida com o mesmo motor.
Atualmente, cada piloto pode utilizar em seu carro um motor especial para disputar as posições do grid de largada, com maior explosão e potência, e menor resistência até 12 voltas , e correr o GP com outro, mais resistente e melhor adaptado à distância da prova.
Se o motor estourar durante os treinos, a equipe poderá substitui-lo por um novo, mas o piloto perderá dez posições no grid. O uso de carros reservas implicará na mesma pena.
Acidentes Após acidentes nas primeiras curvas das duas provas da atual temporada, a FIA decidiu punir mais rigorosamente os pilotos que ocasionarem engavetamentos. A partir do GP do Brasil, os fiscais de pista poderão punir o piloto com a perda de dez posições no grid de largada da etapa seguinte.


