A assessoria de imprensa do presidente Fernando Henrique divulgou ontem uma declaração de ‘‘total apoio’’ ao projeto da Lei Pelé. A declaração serviu para desmentir a informação de que FHC não quer se desgastar e resolvera mandar arquivar o projeto. A assessoria informou que as notícias eram ‘‘equivocadas’’ e que o projeto ‘‘será juridicamente analisado pela Casa Civil, que dará seu parecer legal e constitucional’’. Depois, o projeto será enviado à Câmara dos Deputados.
João Havelange disse ontem no Rio que pediu uma audiência com o presidente Fernando Henrique, durante entrevista a correspondentes estrangeiros. Segundo o jornalista Nassif Elias, da agência France Presse, Havelange teria dito que considera ‘‘estranho’’ o fato de Pelé, sendo um empresário do marketing esportivo, exercer o cargo de ministro dos Esportes.
O presidente da Fifa refutou a afirmação do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de que estaria tentando intimidar o Congresso. ‘‘Não fiz pressão nenhuma. Sou um democrata por princípio e por educação. Mas sou presidente de uma das mais importantes entidades do mundo, se não a mais importante, e tenho que fazer que ela seja respeitada’’.
Havelange ficou irritado com um jornalista que lhe perguntou quem investiga as contas da CBF. Ele não deu uma resposta clara, mas disse que a CBF é uma entidade privada, dando a entender que ela não precisa de fiscalização externa. Havelange reiterou diversas vezes que sua principal preocupação é fazer cumprir os estatutos da entidade que dirige.

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