As ligas profissionais deram um importante passo. O Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, promulgou a lei que oficializa a inserção das ligas no futebol brasileiro. O decreto foi publicado pelo Diário Oficial da União, ontem.
Agora, com o aval do Governo Federal, as ligas terão autonomia para organizar, promover e regulamentar competições nacionais ou regionais. Ou seja, os clubes poderão criá-las, independentemente do aval da CBF e das federações estaduais. Era o que faltava para os dirigentes que comandam as maiores instituições do futebol brasileiro começarem a traçar o rumo que os campeonatos tomarão nos próximos anos.
O único ponto da lei, que pode causar discussão, é o parágrafo único do artigo 2º. De acordo com ele, os estatutos das ligas poderão prever a inelegibilidade de seus dirigentes para o desempenho de cargos ou funções eletivas, em caso de inadimplência das obrigações previdenciárias ou trabalhistas. Os clubes do Rio e São Paulo já articulam a formação de uma liga para organizar o próximo torneio Rio-São Paulo. O presidente da Federação Paulista de Futebol, José Eduardo Farah, é cotado para presidir também a nova liga.

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