Festa e homenagens marcam volta do Brasil de Pelotas
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Elder Ogliari<br> Agência Estado 
Porto Alegre - O Brasil, de Pelotas, foi recebido com festa na sua volta ao futebol terça-feira à noite, 19 dias depois da tragédia que matou três e afastou temporariamente dos campos oito de seus profissionais por ferimentos. Cerca de dez mil pessoas lotaram o estádio Bento Freitas, fizeram comovidas homenagens ao zagueiro Régis, ao atacante uruguaio Claudio Milar e ao preparador de goleiros Giovani Guimarães, mortos no acidente rodoviário do dia 15 de janeiro, exibindo faixas e cantando em coro o nome dos três depois do minuto de silêncio que antecedeu a partida. E também empurraram o novo time, formado às pressas e ainda desentrosado, a um satisfatório empate por 3 a 3 contra o Santa Cruz.
Na chegada ao estádio, os torcedores resumiam seus sentimentos como uma mistura de tristeza, alegria e esperança porque o clube, apesar da tragédia, conseguiu remontar o time a tempo de participar do Campeonato Gaúcho. Enquanto alguns esticavam faixas como a que tinha desenhos dos rostos de Régis e Claudio Milar ao lado da frase Eles estarão sempre aqui nas arquibancadas, outros, do lado de fora do estádio, promoviam calorosa recepção aos jogadores que chegavam da concentração. Moradores de Chuy, terra de Claudio Milar, viajaram a Pelotas com bandeiras do Uruguai e cartazes com a foto do filho famoso da cidade.
Convidado de honra da estreia, o técnico da seleção brasileira, Dunga, disse às emissoras de rádio gaúchas que o estádio cheio, com torcida alegre, como é típico do futebol, era a melhor maneira de homenagear os profissionais mortos e feridos. Agora é hora de fazer com que toda essa atmosfera retorne para o bem do Brasil e faça seus jogadores superaram esse momento, afirmou.
Como estava previsto, o Brasil usou camisa preta, sem os números 3, de Régis, e 7, de Claudio Milar. Feitas as homenagens e criado o clima de reencontro e recomeço, o resto foi festa. Até a entrada dos jogadores do Santa Cruz, que carregavam uma faixa com a frase Força Xavante, os guerreiros Giovani, Régis e Milar são eternos, foi aplaudida.


