Fazer festa é com brasileiro. Não precisa muito para reunir os amigos, abrir uma cerveja e comemorar. Época de Copa, então, o espírito de festa aumenta. Assim, obviamente, os bares de Londrina estavam lotados para ver a estreia da seleção na Copa da África.
A maioria vai mesmo é para festar e pouco torce. A atuação quase nunca empolgante do time de Dunga é outro ingrediente que ajuda a não animar muito. Quem gosta de futebol nem pisca. Quem não gosta, tenta fazer barulho para entrar no clima.
A mulherada se produz para ir a uma balada. Aproveitando o frio, botas, casacos e todos os acessórios possíveis. Elas não passavam despercebidas e faziam questão de mostrar que estavam presentes principalmente quando o meia/galã Kaká aparecia na tela. Os gritos eufóricos eram ofuscados apenas pelo barulho dos ônibus praticamente os únicos veículos que trafegavam no horário da partida.
A personal trainer Letícia Amadeo, de 23 anos, palmeirense, trazia a bandeira brasileira apenas na etiqueta da calça. Mas garantiu que estava lá para torcer. Até arriscou alguns nomes de jogadores do Brasil. ''Dunga, Kaká, Luís Fernando (Fabiano)'', disparou, antes de fazer a previsão: ''Vai ser 2 a 0 para o Brasil. Gols do Kaká e do Robinho''. Ela quase acertou o resultado, já que a partida acabou 2 a 1 para o time de Dunga, mas errou o nome dos artilheiros da tarde.
Quem tem que servir essa torcida toda se vira como pode para tentar ver alguns lances. Um olho na tevê outro na bandeija, sem deixar de servir os torcedores e sem deixar de espiar a atuação brasileira. ''Estou acostumado. É uma emoção grande e é um divertimento servir torcendo. Na hora de pegar o chopp, dou uma paradinha para olhar o jogo'', disse o garçom Júlio César da Silva, 25 anos.
No final, a vitória por 2 a 1, ainda que magra, encerrou a festa dos londrinenses com alegria. Afinal, é Copa e vitória gorda ou magra vale os mesmos três importantes pontos.

mockup