Ferrarista é acusado de sabotar equipe em Mônaco
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
Folhapress 
São Paulo - Segunda colocada no Mundial de Construtores da F-1 e vendo os pilotos da McLaren dominarem também o de Pilotos, a Ferrari enfrenta um novo problema, agora fora das pistas. A escuderia italiana acusa Nigel Stepney, responsável pelo desenvolvimento de performance do time, de sabotagem. Uma ''reclamação criminal'', que equivale a uma queixa-crime no sistema brasileiro, contra o inglês foi apresentada na Itália para apurar as acusações.
De acordo com as informações divulgadas pela Ferrari, no dia 21 de maio, somente seis dias antes do GP de Mônaco, foi encontrado um pó suspeito perto dos tanques de combustível dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen, na fábrica da equipe, em Maranello.
Depois da descoberta, as partículas foram encaminhadas para a polícia, para investigação, e as partes foram trocadas. Naquela corrida, Massa foi o terceiro, e Raikkonen, o oitavo. Fernando Alonso, da McLaren, venceu com mais de um minuto de folga para o brasileiro, e Lewis Hamilton foi o segundo.
''No final de maio fizemos uma denúncia em Modena, e um processo disciplinar interno também está transcorrendo contra Nigel Stepney'', afirmou ontem Luca Colajanni, assessor de imprensa ferrarista, que preferiu não dar mais detalhes sobre o assunto ''enquanto transcorre o processo''.
Não se sabe quanto tempo vai durar a investigação, mas um defensor público já foi designado para representar Stepney em sua ausência.


