Duas Ferrari 430 GT, que em retas longas ultrapassam 300 km/h, estarão hoje no Autódromo Internacional Ayrton Senna dando um brilho à prova das 3 Horas de Londrina, a 3 etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance. A largada é às 13 horas, com chegada às 16 horas. Como é uma prova de longa duração, as equipes utilizam dois pilotos.
O evento, que será aberto ao público, reúne vários protótipos nacionais e importados e supercarros turismo, como as Ferrari (além delas, a categoria também tem Maserati e Porsche, mas nenhum deles veio a Londrina para esta etapa). O campeonato é dividido em quatro categorias sendo que a principal (1) inclui protótipos FIA, protótipos nacionais acima de 2000cc com turbo, carros GT2/GT3 (as Ferrari) e turismo especial turbo.
Já foram disputadas duas de seis etapas. A primeira foram os 1.000 Km de Interlagos, dia 25 de janeiro, em comemoração ao aniversário de São Paulo. A segunda, em 5 de abril, foram as 3 Horas de Tarumã (RS). A Ferrari número 1, dos paulistanos Daniel Serra e Chico Longo, lidera o Brasileiro na classificação geral e também na categoria 1, após ganhar em Interlagos e chegar em 2º em Tarumã. No circuito gaúcho o vencedor foi um protótipo MXR, da dupla Christian Castro e Juliano Moro.
Em Londrina, Daniel Serra será substituído por seu pai, o experiente Chico Serra, 51 anos, ex-piloto de Fórmula 1 e tricampeão da Stock Car V8. ''Como neste final de semana o Daniel está num evento na Argentina, vim a Londrina representar a família e buscar mais uma vitória para a equipe (Via Itália)'', disse Chico. Perguntado pela FOLHA sobre como é pilotar uma Ferrari no circuito de Londrina, Serra garantiu que, apesar das curvas em baixa e das freadas bruscas, ''dá para soltar a potência desse carro nas retas''. ''Não tem problema pisar fundo porque o sistema de frenagem é muito bom'', informou.
Acostumado aos Stock, já que está correndo a temporada de 2009, Chico Serra compara que andar com a Ferrari nos autódromos brasileiros é até mais tranquilo em razão da estabilidade. ''O Stock pode ter até mais potência, mas não é tão colado (no chão) como uma Ferrari, que apresenta melhor conjunto''. No Autódromo de Londrina, o carro da montadora italiana virou durante os treinos em 1min12s, enquanto que os Stock fazem a volta em 1min16s em média. Em Interlagos, a diferença, segundo Chico Serra é de 5 segundos: 1min33s para a Ferrari contra 1m38 para a categoria nacional.
Chico Longo, 45 anos, companheiro de Serra, já correu em Londrina em 2006 e 2007 de Maserati e sabe que desta vez tem na mão um carro mais rápido. ''A nossa Ferrari, por ser uma GT2 igual às que correm o Mundial FIA GT e o Europeu de Turismo GT2, é o carro mais rápido do grid, sabemos disso. Ela tem os mesmos 450 cv de potência de outra que está aqui (da dupla curitibana Renato Cattallini e Plautos Cattalini Lins), mas a nossa é totalmente preparada para competição, enquanto que a deles é uma GT3 mais próxima de um carro de rua'', explica Longo.
Renato Cattalini, 47 anos, da Ferrari 430 número 23, aposta em algum imprevisto com o carro de Serra e Longo para buscar sua primeira vitória no Brasileiro. ''Como a prova é muito longa, se for em condições normais, a Ferrari deles ganha, mesmo que a gente largue na frente'', admite.

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