Da Redação e France Presse
A meta da Ferrari hoje no Grande Prêmio da França, no circuito de Magny-Cours, sétima etapa do Mundial de Fórmula 1 é repetir o desempenho do ano passado, quando deu ‘dobradinha’ com Michael Schumacher e Eddie Irvine. Os carros da equipe italiana vão muito bem neste circuito e, por isso mesmo, uma vitória do piloto alemão pode representar a volta à liderança do campeonato. Na McLaren, este ano, Mika Hakkinen, o atual líder, está correndo sozinho, pois seu companheiro David Coulthard não vem tendo um bom desempenho. Animado está o brasileiro Rubens Barrichello, da Stewart, que espera até um pódio hoje. A corrida começa às 9 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo. Em 98, Schumacher completou as 72 voltas pelos 4.250 metros da pista francesa com o tempo de 1h34min45s026, à média de 150,963 km/h.
Os jornalistas italianos estão quase certos de que Rubens Barrichello será o companheiro de Michael Schumacher, na Ferrari na próxima temporada. ‘‘Mantive conversas não só com a Ferrari, mas com a McLaren e várias outras equipes que me procuraram’’, afirmou o piloto da Stewart. ‘‘A única certeza é que se eu deixar a Stewart será para a Ferrari ou a McLaren’’, comentou. ‘‘Neste exato momento eu não tenho nada definido.’’
Rubens Barrichello espera que desta vez nada nem ninguém arruine suas possibilidades na corrida de hoje; considerando-se capaz de lutar com os melhores, ambiciona terminar a prova no pódio. ‘‘Espero fazer uma corrida mais longa na França que no Canadᒒ, declarou o brasileiro, acrescentando: ‘‘quero conseguir uma boa classificação como de costume, de preferência uma melhor. Objetivamente, provamos que somos competitivos apesar de não termos podido marcar todos os pontos como queríamos’’.
Desde o começo da temporada, a equipe demonstrou regularmente um grande potencial. Barrichello multiplicou suas façanhas em matéria de classificações, e a ambição cresce dia a dia, tanto por parte do piloto quando da equipe que, com a compra pela Ford, pretende superar etapas e chegar ao nível dos McLaren e da Ferrari.
Em Magny-Cours, Barrichello está consciente da qualidade de seu carro e da oportunidade que não deve deixar passar. Conhece as dificuldades que o esperam no circuito francês. ‘‘Os pneus serão o problema maior’’, disse o brasileiro. ‘‘Em uma corrida, um piloto deve se preocupar também com os pneus, em meio à alternância de curvas rápidas e chicanes. Dirigir suavemente e manter um bom equilíbrio do carro ao longo do circuito são os dois ‘‘macetes’’ de uma volta rápida’’, explicou.
Já o paranaense Ricardo Zonta, da British American Racing (BAR), pretende ter um maior tempo de duração na prova. Na corrida passada, no Canadá, ele bateu no muro logo na terceira volta e abandonou a corrida. ‘‘Só disputei duas provas e, infelizmente, não pude concluir nenhuma delas por problemas com o carro. Acho que, antes de pensar em qualquer resultado, nossa equipe precisa se preocupar em fazer os carros terminarem as provas’’, comentou. Já Pedro Paulo Diniz, da Sauber, está na expectativa de mais um bom resultado, ele que ficou em sexto lugar em Montreal.

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