São Paulo - Equipes e FIA deixaram a reunião de ontem na Inglaterra da mesma maneira como chegaram: sem entrar em acordo sobre o regulamento da F-1 para a temporada do ano que vem.
O principal ponto de conflito é a ideia da entidade que dirige o esporte de impor um teto orçamentário de 40 milhões de libras (R$ 129 milhões) em troca de liberdades técnicas. Os times argumentam que seriam criadas duas categorias diferentes dentro da mesma.
Insatisfeita com o rumo das negociações, a Ferrari, único time na categoria desde o primeiro Mundial, em 1950, entrou com uma petição na Justiça francesa contra a FIA.
A escuderia de Maranello diz acreditar que a entidade violou o direito de veto que as equipes possuem sobre mudanças nos regulamentos técnicos - a alteração foi definida em reunião do Conselho Mundial que não teve representante dos times.
''Queremos brigar para ter certeza de que o campeonato continue do jeito certo. Para nós isso é muito importante, é nossa vida'', disse Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, que disse que não se inscreverá no Mundial de 2010 caso as regras permaneçam as mesmas.
''Entendemos a posição deles (ferraristas) e os apoiamos'', disse John Howett, presidente da Toyota, que, assim como Renault, Toro Rosso e Red Bull, afirmou que também não se inscreverá se nada mudar.
A audiência, pedida em caráter de urgência, deve acontecer na terça-feira, em Paris.
Após cerca de duas horas de conversas em um hotel no aeroporto de Heathrow ontem, para encontrar uma alternativa para o impasse, os times entraram em nova reunião para definir o que responder à negativa da FIA de mudar as regras. ''Eles me retornarão nos próximos dias'', afirmou Max Mosely, presidente da entidade. ''Estou otimista de que as coisas se resolverão''.
Mosley também mostrou-se inflexível na possibilidade de adiar o prazo de inscrição para o campeonato do ano que vem, que se encerra no dia 29. ''Provavelmente teremos entre três e seis (times já existentes inscritos) no prazo. Após isso serão entradas atrasadas.''

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