Ferrari trata Barrichello como seu ex-piloto
Budapeste - Às vésperas de ser anunciado como piloto da BAR para os dois próximos anos da F-1, Rubens Barrichello já começa a ser tratado como um estranho dentro da Ferrari, sua equipe desde 2000. Inicialmente, o anúncio oficial da contratação estava marcado para quarta-feira, em São Paulo. O evento contaria com a presença de Luca Colajanni, assessor de imprensa da escuderia italiana, e de Felipe Massa, que o substituirá como parceiro de Michael Schumacher.
O vazamento das negociações pode alterar o plano. Embora os dois pilotos tenham saído de Budapeste hoje, rumo a São Paulo, o representante da Ferrari negou a viagem. ''Ficarei na Itália'', diz Colajanni.
De certo, só que as negociações foram concluídas e que a confirmação ocorrerá antes da próxima etapa, o GP da Turquia, dia 21.
Independentemente de quando o anúncio for feito, porém, Barrichello terá pela frente um fim de ano difícil. A Ferrari já começou a selecionar o que passa ao brasileiro, já que em 2006 ele estará numa equipe rival.
Dados sobre o carro de 2006, nem pensar. O mesmo deve ocorrer com a Bridgestone, já que a BAR usa pneus Michelin. A seu modo, impedido de confirmar a transferência, Barrichello falou ontem sobre a mudança de ambiente na escuderia.
''Foi um final de semana infernal para mim. Todas essas histórias têm mexido muito com o clima aqui dentro... As coisas não estão bem. Até os mecânicos já começam a falar comigo de uma maneira diferente.''
Massa O piloto brasileiro Felipe Massa, da Sauber, admitiu que pode correr pela Ferrari na próxima temporada e ocupar a vaga de Rubens Barrichello, que tem chances de se transferir para BAR a partir de 2006.
''Se o Rubinho sair, sem dúvida não tenho outra coisa a dizer a não ser que há uma grande possibilidade de eu correr pela Ferrari. Mas isso não quer dizer que eu vá. O meu trabalho está sendo muito bom e existem algumas equipes que estão de olho'', declarou Massa à rádio Globo.
Além de permanecer na Sauber ou se transferir para Ferrari, Massa tem a possibilidade de correr pela Red Bull, que estaria interessada no brasileiro caso um de seus pilotos, o escocês David Coulthard, deixe a escuderia.
O que também ajuda na ida de Massa para Ferrari é o fato do piloto ser empresariado pelo francês Nicolas Todt, filho do diretor esportivo da equipe italiana, Jean Todt. O piloto brasileiro também teria deixado boa impressão junto à cúpula italiana, quando foi piloto de testes da escuderia em 2003. (Folhapress)





