A determinação dos homens da Ferrari em recuperar o atraso técnico ainda existente para a Williams não tem limites. Ontem, enquanto a maioria dos pilotos cumpriu obrigações com seus patrocinadores, em várias festas promovidas por eles, o irlandês Eddie Irvine, companheiro de Michael Schumacher, voou de Mônaco até Fiorano, na Itália, pista da Ferrari, para novos testes. De noite estava de volta para hoje participar da classificação do 55º GP de Mônaco. A definição do grid será mostrada ao vivo pela Rede Globo, a partir das 8 horas (horário de Brasília).
Nunca como agora os italianos trabalharam tanto. Jean Todt, diretor esportivo, comanda com mão de ferro os rumos da escuderia. Um dia útil livre sem atividade significa perder tempo demais. ‘‘Decolamos de helicóptero às 7h15 e uma hora e meia depois eu já testava em Fiorano’’, disse Irvine. Ele fez o chamado shakedown (verificação primária, na pista, de um carro novo) dos chassis número quatro e cinco. ‘‘O quarto carro foi embarcado logo depois de eu checá-lo para Mônaco, onde ficará como o segundo reserva’’, disse o irlandês.
Se algo de errado acontecer com os monopostos de Schumacher ou Irvine, ou mesmo se envolverem em acidentes, comuns em Mônaco, cada piloto disporá na classificação e na corrida de um carro reserva. Irvine confirmou que tanto ele quanto Schumacher utilizarão o motor antigo na prova. ‘‘O novo ficará apenas para a classificação’’. A Ferrari não quer correr riscos desnecessários. ‘‘O Mundial está bem aberto, meu objetivo é marcar o máximo de pontos nessa fase porque depois da Inglaterra, quando estrearmos várias modificações no carro, partiremos para a vitória’’, vem dizendo Schumacher.

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