Hockenheim - A Ferrari até agora, neste ano, trabalhou com uma certa fleuma. Com um ar de superioridade de quem poderia mudar os rumos do Mundial a qualquer momento. Não funcionou. E a partir de Hockenheim promete comportamento diferente. Em busca de uma virada inédita, a equipe italiana anunciou ontem uma nova tática. Baseada na agressividade. ''Marcar pontos já não é mais o suficiente para nós. Temos que tentar vencer todas as corridas. Vencer. Então, passaremos a ser agressivos'', proclamou o estrategista Ross Brawn.
O plano certamente passará pela classificação de hoje. Às 9 horas, com TV, começa a definição do grid para o GP da Alemanha.
O histórico ferrarista em ocasiões semelhantes recomenda cautela às rivais. Em 2002, a equipe mandou Rubens Barrichello ceder a vitória a Michael Schumacher na última volta do GP da Áustria para que o alemão se distanciasse de Juan Pablo Montoya no Mundial. Em 1997, tentando tirar o título de Jacques Villeneuve, Schumacher jogou o carro sobre o Williams do canadense não conseguiu tirá-lo da prova e ainda foi punido pela FIA.
Desta vez, porém, a situação é mais apertada. Para conquistar o oitavo título, Schumacher precisa de uma virada única. Nunca, em sua carreira, ele conseguiu virar um campeonato no seu terço final. Hoje, está 17 pontos atrás de Fernando Alonso. Na melhor das hipóteses neste fim de semana vencendo e vendo o espanhol fora dos pontos , chega à Hungria com sete pontos de déficit.

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