Imola - Suspensão traseira que promete revolucionar a F-1, novos desenhos dos aerofólios, dos defletores e do assoalho, evolução do motor e uma mistura diferente na borracha nos pneus. A Ferrari, enfim, revelou em Imola por que classifica o GP de San Marino como um reinício de campeonato.
  Preocupada em não deixar a Renault sumir na ponta e pressionada a dar um carro competitivo a Michael Schumacher, a equipe aproveitou o fato de correr em casa no final de semana e adotou tática de risco. De tudo ou nada.
  O carro que a partir de hoje disputa os primeiros treinos para a quarta etapa do Mundial é uma revisão completa daquele que esteve há três semanas na Austrália.
  No melhor cenário, o do tudo, a Ferrari repetirá o que já fez no passado e sairá de Imola, a 80 km de sua sede, em Maranello, ciente de que tem chances de título. Mas pode dar o nada. E o efeito interno na equipe deve ser devastador.
  A começar por Schumacher, cujo contrato termina em dezembro e que condiciona a decisão sobre seu futuro à competitividade do 248 F1, o modelo deste ano. ‘‘Quero lutar com o pessoal da frente.’’

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