Ferrari se revolta contra ex-presidente da FIA
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Folhapress 
São Paulo - A equipe Ferrari de F-1 emitiu um comunicado, por meio de uma coluna em seu site oficial, criticando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), entre outras coisas, por permitir a entrada de equipes novas na categoria em 2010.
A escuderia italiana vinha travando desde o ano passado uma disputa com o ex-presidente da FIA Max Mosley e ameaçou até não disputar a temporada deste ano depois que o então dirigente máximo da entidade impôs um teto orçamentário para a atual temporada.
Este ano, quatro novas equipe ingressaram na categoria: Virgin, Lotus, Campos e US F1. As duas primeiras participaram dos testes realizados na Espanha e apresentaram problemas, enquanto as outras duas correm contra o tempo para alinhar o carro no grid no dia 14 de março, início da temporada.
''Das 13 escuderias que assinaram o contrato (para a disputa da F-1) ou foram induzidas a isso, apenas 11 responderem ao chamado indo à pista, algumas depois das outras, e rodaram poucos quilômetros, enquanto outras fizeram um pouco mais, mas em ritmo reduzido'', diz a Ferrari.
''Esse é o legado da ''guerra santa'' travada pelo ex-presidente da FIA (Max Mosley). A causa em questão era permitir que equipes pequenas ingressassem na F-1. É isso que temos. Duas equipes que demonstram fraqueza para a disputa do Mundial (Virgin e Lotus), uma terceira (Campos) que está sendo arrastada por uma mão invisível - você pode estar certo que não é a de Adam Smith - e outra (US F1)...bem, você pode ligar para o departamento de desaparecidos para descobrir'', diz trecho da nota.
A nota diz ainda que a US F1 ''parece estar se escondendo em Charlotte''.
''Enquanto isso, perdemos dois construtores de nível, como BMW e Toyota, no caminho, e a Renault não deixou muito mais que o seu nome. Tudo isso valeu a pena?'', finaliza o comunicado.


