Ferrari renova com a 'cúpula' e deixa Barrichello de fora
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segunda-feira, 09 de junho de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Em maio de 2002, a Ferrari atrelou o contrato de Rubens Barrichello aos de toda a sua cúpula. Acolheu o piloto na sua família. Pouco mais de um ano depois, hoje, o brasileiro foi renegado.
Em um comunicado breve, de três frases, a escuderia anunciou a renovação dos contratos dos homens que formam sua espinha dorsal: Jean Todt (diretor esportivo), Ross Brawn (diretor técnico), Rory Byrne (projetista), Paolo Martinelli (engenheiro de motores), Gilles Simon (designer de motores) e Michael Schumacher. Os compromissos de todos eles terminariam em dezembro de 2004 e foram estendidos até 2006.
A Ferrari só ''esqueceu'' de Barrichello, cujo contrato também se encerra no final de 2004. O brasileiro nem sequer foi citado na nota oficial distribuída pela equipe.
A postura da Ferrari corrobora a tese, difundida pela imprensa italiana, de que o piloto está com os dias contados na escuderia.
Há duas semanas, a ''Autosprint'', principal revista de automobilismo daquele país, afirmou que a Ferrari cogita até emprestar Barrichello à Sauber em 2004 e colocar em seu lugar outro brasileiro, Felipe Massa, piloto de testes.
A troca parece inevitável. Mas não no ano que vem. Ontem, Luca di Montezemolo, presidente da escuderia, deixou claro que ela só deve acontecer mais para a frente.
''A permanência de Barrichello depende de uma escolha que precisamos fazer para 2005. E ainda é cedo para isso. Não chegamos à metade do campeonato de 2003.'' Foi a única menção de algum dirigente ferrarista ao brasileiro.


