Ferrari quer manter Schumacher como piloto de testes em 2007
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segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Passadas pouco mais de 24 horas do anúncio da aposentadoria de Michael Schumacher ao final do Mundial, a Ferrari já pensa no que fazer para manter o time com o mesmo padrão de excelência do atingido com o alemão. E a maneira é simples: manter o heptacampeão como piloto de testes de luxo.
A idéia é do engenheiro-chefe da Ferrari, Luca Baldisserri. ''Já pedi ao Jean Todt e ao Stefano Domenicali (diretores) para convencerem ele a testar os nossos carros. Afinal, pilotar é o que ele mais ama'', justificou.
No domingo, depois de vencer o GP da Itália, em Monza, seu 90º triunfo na F-1, Schumacher acabou com o mistério e disse que vai parar. A Ferrari, que confirmou a dupla Kimi Raikkonen-Felipe Massa para 2007, afirmou que divulgará no final do ano seu organograma, com a nova função do piloto alemão. A idéia é que daqui a alguns anos ele substitua Todt na direção esportiva da equipe. ''Vai ser um problema mantermos o mesmo nível sem Michael'', afirmou Nigel Stepney, coordenador técnico ferrarista. ''Vamos perder aquilo que foi o nosso foco nesses anos'', completou.
Independentemente disso, o time quer manter o foco no Mundial, agora que a vantagem de Fernando Alonso caiu para apenas dois pontos. A Renault, que domingo reclamou muito por uma punição ao espanhol, ontem baixou o tom. ''Nunca acreditamos que a FIA estivesse contra a gente'', disse Flavio Briatore, chefe da equipe.
Elogios - A imprensa italiana não poupou elogios ontem para Michael Schumacher. ''Danke Schumi'' (''Obrigado, Schumi'', em alemão), foi a manchete da La Gazzetta dello Sport, com uma foto na primeira página do piloto de 37 anos cerrando os punhos após ter obtido no domingo a 90 vitória de sua carreira no Grande Prêmio da Itália e se colocar a dois pontos de Fernando Alonso na classificação, a três corridas do fim.
''A marcha de um fenômeno. Schumacher é uma lenda controvertida e será debatido durante anos'', afirma La Gazetta, que, no entanto, acrescenta: ''Não há nenhum campeão tão completo como ele''. ''Que importa que não fale italiano? Tudo que devia fazer era ganhar e o fez. Tomou a Ferrari e ofereceu a ela anos de triunfos'', diz o jornal.


